Fitoway cresce com venda de suplementos em farmácias e projeta R$ 3 bi em 2029

Fitoway cresce com venda de suplementos em farmácias e projeta R$ 3 bi em 2029

A estratégia de crescimento da Fitoway, dona da marca esportiva FTW de suplementos, está concentrada na venda em farmácias. O ovo de Colombo da companhia, segundo o CEO Daniel Mencacci, farmacêutico de formação, é sair da bolha das lojas fitness. Ele fechou acordo com cerca de 5.000 pequenas e médias drogarias, sejam de bairro ou de rede.

Parte da lógica da estratégia é a expansão da venda de produtos proteicos e de melhoria de desempenho fÃsico para pessoas com mais de 60 anos.

A avaliação da marca é que o mercado só vai sobreviver em estabelecimentos que não dependem da venda de suplementos. Farmácias, por terem uma diversidade de produtos e trabalharem com lucro menor, ganham no volume. As lojas fitness precisam de margem mais elevada.

A venda em farmácias deve responder, no final deste ano, por 30% do faturamento total da Fitoway.

Para manter o crescimento, a empresa oferece treinamento para funcionários das lojas parceiras, ensinando o posicionamento correto de cada produto nas gôndolas: o que deve estar no caixa, na parte superior da prateleira ou em posições secundárias.

A Fitoway projeta faturar R$ 400 milhões neste ano, um crescimento de 120% em relação a 2025. Segundo Mencacci, a meta é chegar a R$ 3 bilhões anuais até o final de 2029. Uma das chaves para isso está na verticalização da operação. Com uma fábrica em Tarumã, interior de São Paulo, e centro de distribuição em Guarulhos, ela ganhou agilidade na entrega. Na fábrica, são feitos cerca de 400 produtos, inclusive terceirizados, que devem trabalhar até o fim deste ano 24 horas por dia, em três turnos.

O próximo passo no varejo é a entrada em supermercados, canal que a empresa considera estratégico na mesma lógica de volume aplicada às farmácias.

O mercado de suplementos no Brasil cresceu cerca de 15% em 2025 e movimentou aproximadamente R$ 7,6 bilhões, segundo dados da Brasnutri. A projeção para 2030 é de R$ 13,8 bilhões, o que deixaria o Brasil entre os cinco maiores mercados globais do setor.

No varejo farmacêutico, as vendas de suplementos atingiram R$ 723 milhões, com proteÃnas respondendo por 45,1% da receita, seguidas por creatina e barras proteicas.

Mencacci afirma que grandes marcas do setor devem adotar o mesmo caminho em direção às farmácias, mas conta com a vantagem de ter chegado primeiro para construir fidelização junto às redes.

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