
A gripe aviária chegou à Oceania. Após circular pelo mundo todo, inclusive no Brasil, um dos últimos paÃses a registrar a doença, chegou a vez da Austrália. Pelo menos 60 aves mortas ou doentes estão sendo avaliadas, e três casos já foram confirmados. A ocorrência do vÃrus H5N1 se restringe a aves migratórias, não atingindo granjas comerciais naquele paÃs.
Um dos principais desafios dos produtores australianos é que boa parte da avicultura está em áreas livres, mais suscetÃveis a contatos com aves silvestres. Metade dos ovos produzidos no paÃs provém desse tipo de criação.
As autoridades australianas estão preocupadas também com possÃveis efeitos da doença em outros animais. Muitos deles, como o cisne negro, não possuem um sistema imunológico capaz de combater infecções virais, como outras espécies de aves aquáticas têm.
A Austrália tem pouca importância no mercado mundial de carne de frango, mas a extensão da doença para outros animais, como o rebanho leiteiro, preocupa o paÃs. Os australianos ocupam a 17ª posição no ranking mundial de produção de carne de frango e a 16ª no de exportação. Esses números ficam bem distantes dos do lÃder Estados Unidos, que produz 21,7 milhões de toneladas, e dos da China e do Brasil, que produzem 15 milhões de toneladas anuais.
A preocupação com a gripe aviária é que agora ela está em todos os continentes. O vÃrus passa por mutações e, cada vez mais, fica difÃcil de ser eliminado. Apenas o Brasil, entre os grandes produtores mundiais, está isento da doença atualmente. O paÃs registrou o primeiro caso em maio do ano passado, no Rio Grande do Sul, mas conseguiu eliminar a doença em poucas semanas.
Os Estados Unidos, onde a gripe aviária retornou em fevereiro de 2022, já tiveram de eliminar 207 milhões de aves nesse perÃodo. O vÃrus está presente em todo o território americano e já afeta também o rebanho leiteiro. A lista de paÃses da Ãsia e da Europa afetados pela influenza também é grande.
Festas juninas A comercialização de milho verde deverá atingir 7.000 toneladas neste mês na Ceagesp, maior entreposto de alimentos da América do Sul, o dobro da média mensal de janeiro a maio.
Festas juninas 2 Os dados são da Sedes (Seção de Economia e Desenvolvimento) da entidade, localizada na região oeste da capital paulista. Devido às festas juninas, há uma grande concentração de vendas neste mês.
Festas juninas 3 A participação do milho é grande na comercialização do entreposto, se estendendo por todo o ano. Em 2025, foram 46 mil toneladas, com junho representando 15% do volume. As receitas acumuladas no ano passado com o produto atingiram R$ 117 milhões.
Ainda melhor A produtividade de milho em Mato Grosso era estimada em 116,61 sacas por hectare em abril. Novas estimativas indicam 120,28 sacas por hectare. Com isso, a produção do estado deverá atingir 53 milhões de toneladas, segundo o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).
Soja A produção nacional de soja será de 182,8 milhões de toneladas nesta safra, conforme as previsões mais recentes da Datagro. Esse volume é 5% superior ao da produção de 2025. Houve aumento de área, e a produtividade está melhor.