
A Tesla foi processada pela famÃlia de uma mulher de 76 anos que morreu após a colisão de um sedã Model 3 contra sua casa perto da cidade de Houston. O veÃculo estaria com o sistema de assistência automatizada à direção acionado no momento do acidente.
O processo apresentado nesta terça-feira (23) em um tribunal estadual do Texas afirma que a tecnologia automatizada da fabricante de veÃculos elétricos falhou em detectar o fim da via e parar antes de bater na casa. Tanto a Tesla quanto o motorista são acusados de negligência. A queixa também inclui uma acusação de marketing enganoso contra a empresa.
A Tesla não respondeu a um pedido de comentário. O chefe de IA da empresa, Ashok Elluswamy, disse em uma publicação no X que o sistema de assistência ao motorista da Tesla não estava ativado no momento do acidente, mas não apresentou provas disso.
Martha Avila estava na casa de sua famÃlia na cidade de Katy, no Texas, com sua filha, genro e netos em 18 de junho quando um Model 3 atravessou a parede frontal. Avila ficou presa nos escombros e foi levada a um hospital, onde morreu. Justin Barbour, genro de Avila, também ficou ferido no acidente.
O motorista disse às autoridades no local que estava usando um sistema de assistência ao motorista no momento do acidente, de acordo com o processo.
A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos EUA anunciou uma investigação especial sobre o incidente na segunda-feira (22), mas não forneceu mais detalhes.
A Tesla já enfrentou mais de uma dúzia de processos que culpavam tecnologia defeituosa por acidentes fatais. A empresa chegou a acordos confidenciais em vários casos e venceu dois julgamentos na Califórnia em 2023.
No entanto, em 2025, um júri federal em Miami considerou a empresa parcialmente responsável por uma colisão fatal com um SUV estacionado e impôs US$ 200 milhões em danos punitivos, além de US$ 43 milhões em compensação por dor, sofrimento e outras perdas. A Tesla está recorrendo do veredito.