Indústria de ferro gusa contrata escritório nos EUA e se preocupa com novas tarifas

Indústria de ferro gusa contrata escritório nos EUA e se preocupa com novas tarifas

Empresas brasileiras de ferro gusa estão em alerta pela possibilidade, ouvida por empresários do setor, de que novas tarifas de importação ao setor podem ser aplicadas pelos Estados Unidos. O produto é a matéria-prima no aço e ferro fundido, o que a torna base da cadeia metalúrgica.

As companhias são representadas pelo Sindifer (Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais).

O governo norte-americano propôs uma taxa de 25% acrescida de uma segunda alÃquota de 12,5%, o que pode elevar a tarifa total a 37,5% sobre as exportações nacionais de ferro gusa.

As medidas estão agendadas para discussão no próximo dia 6 e a decisão pode acontecer na semana seguinte. O Sindifer contratou escritório de advocacia local para participar das audiências e defender a visão da indústria brasileira.

Representantes do setor justificam o tempo com dados da dependência do mercado dos Estados Unidos. Entre janeiro e maio de 2025, o Brasil produziu cerca de 5,4 milhões de toneladas de ferro gusa, sendo quase 70% em Minas Gerais. Desse volume, cerca de três quartos foram destinados à exportação, com mais de 80% com destino aos EUA.

Em 2026, entre janeiro e maio, a produção nacional somou 1,6 milhão de toneladas. No total, 80% foram exportados ao mercado norte-americano. Minas Gerais concentra 48 usinas e 63 fornos, com capacidade instalada de 420 mil toneladas por mês. Isso representa 70% da produção nacional.

"Esse cenário afeta todo o paÃs, principalmente Minas Gerais, e deverá comprometer empregos, investimentos e a geração de divisas", afirma Fausto Varela, presidente do Sindifer.

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