
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu recusar a delação premiada do ex-presidente do BRB (Banco de BrasÃlia) Paulo Henrique Costa.
Na decisão de arquivamento, assinada nesta quinta-feira (25), Gonet afirma que a proposta tem "reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir".
"Os tópicos eleitos pelo proponente, ainda que trazidos de forma superficial (dada a ausência de termo de confidencialidade), já permitem a conclusão sobre a ausência de ineditismo", diz o PGR.
A proposta, prossegue Gonet, não traz sinalização de que a delação traria resultados diferentes dos já alcançados de forma independente pelos investigadores das fraudes financeiras, inclusive no que diz respeito ao ressarcimento dos prejuÃzos.
Paulo Henrique é alvo de investigações sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB desde a primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado.
FolhaJus
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à época, a Justiça determinou o afastamento dele da presidência do banco e o então governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), decidiu demiti-lo.
Costa foi preso em 16 de abril por suspeita de ocultar seis imóveis recebidos como propina do Master âquatro em São Paulo e dois em BrasÃlia.
Os imóveis foram avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos.
Como mostrou a Folha, o ex-presidente do BRB aguardava há mais de quatro semanas uma resposta das autoridades sobre a assinatura de um documento que formalizasse o inÃcio das tratativas do acordo.
O advogado de Paulo Henrique, Davi Tangerino, fez uma apresentação verbal à PGR sobre as linhas gerais do que poderia ser entregue por ele, segundo pessoas a par das tratativas.
O mesmo foi feito com autoridades da PF (PolÃcia Federal), que ainda não deram uma resposta formal sobre a disposição em avançar com uma delação.
O ex-dirigente do BRB está em prisão preventiva no 19º Batalhão da PolÃcia Militar (PM) do DF, unidade conhecida como Papudinha.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, foi transferido para a Papudinha nesta quinta, por ordem do ministro André Mendonça, relator das investigações do Master no STF (Supremo Tribunal Federal).
O magistrado determinou a adoção de providências administrativas para que ambos não mantenham contato na prisão, em nome da integridade das investigações.