
O Brasil abriu 72,9 mil vagas de trabalho formal em maio, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. à o segundo mês seguido que a geração de empregos bate recorde negativo, com o pior resultado para maio desde 2020, ano da pandemia.
Em abril, foram geradas 85 mil vagas, também pior resultado em seis anos.
A economia brasileira teve 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de demissões em maio. No acumulado de janeiro até agora, o saldo é de 767 mil empregos formais também o pior resultado desde a pandemia. No mesmo mesmo perÃodo do ano passado, o saldo foi de 1 milhão.
Já no acumulado dos últimos doze meses, o saldo foi positivo, com mais 973 mil, um aumento de 2,1% no perÃodo.
Segundo Luiz Marinho, ministro do Trabalho, a queda no número de empregos neste mês é resultado do impacto da alta do juros, para além dos efeitos da guerra no Irã. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano. O presidente do Banco Central, Gabriel GalÃpolo, tem sido alvo de crÃticas entre os governistas pela taxa elevada.
"Não sei o que acontece com o Banco Central. A polÃtica monetária do jeito que está tem gerado efeito muito negativo no mercado de trabalho. Também há um efeito guerra, que criou transtorno no mercado global e tem consequências para o Brasil. O ritmo poderia ser muito superior ao que estamos rodando."
Todos os cinco principais agrupamentos da economia tiveram saldo positivo no mês de maio. O setor com maior número absoluto de novas vagas foi o de serviços, com mais 45 mil novos postos formais, seguido pelo setor de construção, com mais 12 mil. O resultado positivo para o setor de comércio foi Ãnfimo, com apenas 40 vagas criadas.
No setor de serviços, com melhor resultado, houve alta no segmento de saúde e serviços sociais, seguido pelo de atividades administrativas, que teve aumento de 11 mil.
A agropecuária, que vinha registrando saldo negativo, teve uma alta no mês de maio, impulsionada pela geração de emprego no cultivo de café (com mais 17,6 mil vagas), de laranja (com mais 2.458) e cana-de-açúcar (com 828).
Na indústria, o resultado foi de mais 4.974 postos formais de trabalho, puxado pela alta na fabricação de veÃculos, de produtos derivados do petróleo e no de alimentação. Já no comércio, em que a alta foi menor, houve um crescimento no comércio e reparação de automotores.
Por estado, as maiores altas foram no EspÃrito Santo, onde houve aumento de 1% no total de empregos formais, seguido por Acre e PiauÃ, com 0,7% e 0,5%, respectivamente.
Já os piores desempenhos foram para Tocantins, com uma queda 0,32%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com menos 0,2%, e Goiás, com menos 0,17%.