Raízen vê prejuízo quase triplicar e ir a R$ 7,3 bilhões entre janeiro e março

Raízen vê prejuízo quase triplicar e ir a R$ 7,3 bilhões entre janeiro e março

A RaÃzen teve prejuÃzo lÃquido de R$ 7,3 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26, entre janeiro e março deste ano, quase o triplo na comparação com o mesmo perÃodo na safra 2024/25, quando teve déficit de R$ 2,5 bilhões. Se considerado o ano-safra (abril de 2025 a março de 2026), o prejuÃzo acumulado foi de R$ 27,1 bilhões.

Segundo o relatório, a RaÃzen teve dÃvida lÃquida de R$ 58,2 bilhões no quarto trimestre da safra 2025/26, montante 69,9% acima do registrado anteriormente. Com isso, a empresa fechou o ano com R$ 58,2 bilhões de endividamento lÃquido.

Na videoconferência de divulgação, Nelson Gomes, presidente da companhia, afirmou que o último ano-safra foi o mais desafiador. O executivo citou instabilidade do contexto geopolÃtico, adversidade de condições climáticas, volatilidade de preço de commodities, juros elevados e impactos do mercado ilegal de combustÃveis.

Os fatores conjunturais, segundo Phillipe Casale, diretor de relação com o investidor da RaÃzen, impactaram, em especial, a produção de etanol, açúcar e bioenergia. A distribuição de combustÃveis, no Brasil e na Argentina, teve resultado positivo e sustentou a alta do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). No quarto trimestre da safra 2025/26, o indicador subiu 46% em comparação com o mesmo perÃodo da safra anterior, e atingiu R$ 2,8 bilhões.

O relatório financeiro divulgado nesta segunda-feira (29) inclui o perÃodo em que a empresa solicitou a recuperação extrajudicial, em março deste ano, em meio a um agravamento das perspectivas financeiras.

Segundo Gomes, o foco da administração da RaÃzen é cumprir o plano de reestruturação, que deve ser homologado até setembro.

"Estou confiante e convicto, que a combinação da nossa transformação operacional com a transformação da nossa estrutura de capital vai nos permitir atravessar esse nosso ciclo atual e, ao mesmo tempo, construir uma companhia mais eficiente, competitiva e preparada para capturar as oportunidades que virão no futuro e voltar a gerar valor sustentável", afirma.

O resultado negativo também foi impulsionado por novas baixas contábeis e provisões de ativos, incluindo as relacionadas à usina de Santa Elisa, que está paralisada, totalizando R$ 22,5 bilhões, com a RaÃzen citando, em parte, "incerteza significativa quanto à continuidade operacional".

A receita lÃquida ficou em R$ 51,3 bilhões, valor 11,1% inferior ao observado no perÃodo anterior, enquanto os investimentos entre janeiro e março deste ano foram de R$ 2,87 bilhões, ante R$ 4,51 bilhões do mesmo perÃodo na safra 2024/25.

(colaborou Guilherme W. Almeida)

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