
As emissões de carbono da Amazon aumentaram pelo segundo ano consecutivo em 2025, impulsionadas pela construção de data centers e pelo combustÃvel consumido em suas operações de entrega.
A gigante de computação em nuvem e ecommerce emitiu cerca de 81 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono no ano passado, um aumento de 16% em relação a 2024, informou a empresa em seu relatório anual de sustentabilidade, publicado nesta quarta-feira (1º).
As emissões da Amazon no ano passado foram 58% maiores na comparação com 2019, quando a empresa se comprometeu a eliminá-las até 2040.
Anos após se comprometerem a zerar seu impacto nas emissões de carbono, a Amazon e outras empresas de tecnologia aderiram a um boom de construção de data centers que tem impactado esses esforços.
Os locais para armazenar os servidores exigem grandes quantidades de concreto e aço, que consomem muita energia para serem produzidos. As instalações também consomem enormes quantidades de eletricidade, alimentando uma onda de investimentos em infraestrutura de combustÃveis fósseis nos EUA, incluindo usinas termelétricas a gás natural.
A Amazon afirmou que suas emissões provenientes da compra de eletricidade aumentaram 34% no ano passado. O negócio de ecommerce da empresa também aumentou as emissões porque entregou mais pacotes.
"Embora a velocidade e a escala da adoção da IA sejam únicas âe a mudança esteja acontecendo mais rápido e de forma mais ampla do que qualquer outra coisa que já vivenciamosâ a necessidade de manter firmeza em nossa visão e flexibilidade nos detalhes é um território conhecido", afirmou a diretora de Sustentabilidade, Kara Hurst.